RAPÊ – Etapa 4 – Gesso e iluminação

8 04 2008

O projeto de gesso que foi feito prevê o acabamento no teto da sala, corredores e quarto do casal, e por consequência, um rebaixo de 15cm do pé direito nestas áreas.

No projeto que foi feito já é possível identificar os pontos determinados para iluminação e sonorização:

Projeto de iluminação

Para a realização deste projeto, foram estudados não só os tipos de lâmpadas disponíveis no mercado, mas também suas principais características elétricas como voltagem, instalação, angulo de abertura, potência, vida útil, entre outras características.

Por exemplo, uma dica para quem deseja utilizar spots em cima da televisão, o ideal é utilizar lâmpadas chamadas de anti-ofuscante, ou seje, aquelas lâmpadas dicróicas que quando olhadas diretamente não ofusca a visão. Elas possuem um tipo de capa metálica que envolve o bulbo, protegendo assim contra ofuscamento.

Neste caso, os modelos indicados são do tipo AR. Os modelos existentes que foram estudados foram a AR 48 (pequena), AR 70 (média) e AR 111 (grande). E no projeto, foram utilizadas duas lâmpadas AR 70 no quarto, na região em cima da televisão.

Na sala foi indicado o uso de lâmpada AR 48 em cima da televisão, porém não foi encontrada no mercado e assim passou-se mesmo a utilizar lâmpadas do tipo mini-dicróicas assim como nos outros pontos do projeto.

Outra dica para quem não deseja uma iluminação direta é a utilização de lâmpadas do tipo difusa, ou comumente conhecida no mercado como lâmpadas do tipo PAR. Foram estudadas as lâmpadas do tipo PAR 20 e PAR 38.

Estas lâmpadas possuem soquete de conexão de uma lâmpada incandecente comum, logo, são de fácil utilização por não depender de soquetes especiais.

Sobre a voltagem das lâmpadas utilizadas, tirando as lâmpadas do tipo PAR 20 todas as outras (AR 70 e mini-dicróicas) utilizadas são de 12v. Logo, faz-se necessário o uso de 1 transformador de 50W por lâmpada.

Não que não exista lâmpada mini-dicróica de 127v, até existe. O problema é que elas possuem uma vida útil menor, seu acabamento é inferior à de 12v porque o bulbo chega a sair para fora da lâmpada, esquentam mais do que as lâmpadas de 12v, e o foco também é melhor do que nas de 127v.

Tais lâmdas de 127v apareceram no mercado devido à invasão de lâmpadas chinesas deste tipo, o que obrigou a indústria nacional a produzir também em escala lâmpadas deste tipo.

No caso do projeto, como foi dito, foram utilizadas apenas lâmpadas mini-dicróicas de 12v. Aquelas que foram dimerizadas, utilizou-se um transformador especial para dimerização para cada uma das lâmpadas.

Então baseado no projeto acima, foram realizados os furos no gesso para colocação dos spots. Vale ressaltar que os spots serão inseridos por último, depois da finalização da pintura do imóvel, para que não sejam estragados acidentalmente.

Foto 1: Furação do quarto, spots direcionados para o guarda-roupa.

Foto 2: Furações do quarto para caixa de som e lâmpadas PAR 20 e AR 70.

Foto 3: Furos para spots PAR 20 e mini-dicróica para sala de jantar.

Foto 4: Furos para spots PAR 20 e mini-dicróicas para a sala de TV.

Foto 5: Pontos de spots mini-dicróica para corredor de entrada.

Foto 6: Detalhe para o spot mini-dicróica do hall dos quartos.

Etapa 4: esta etapa durou 3 semanas, sendo que na primeira semana assentou-se o gesso. Na segunda semana foi assentado o piso da sala, onde apenas na terceira semana realizou-se os furos no gesso.

Gastos: o gesso custou R$ 1400 na SP Gesso (Fone: 11-2953-4244); os spots, pendentes, lâmpadas e transformadores sairam por R$ 450 na Santa Ifigênia; todos os espelhinhos (acabamento das caixas 4×4 e 4×2, linha Prime Lunare) do apartamento todo saiu por R$ 625 na Telhanorte; 4 caixas de som da Selenium e os fios de audio e video sairam por R$ 400 na Santa Ifigênia.

URLs interessantes:
http://www.osram.com.br
http://www.htforum.com.br/vb/
http://www.casa.com.br

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RAPÊ – Etapa 3 – Reforma elétrica

8 04 2008

A reforma elétrica que foi feita no apartamento previu basicamente a instalação de pontos adicionais, pontos paralelos, e preparação para integração de home-theater com som ambiente no quarto do casal e na sala.

Para isso, um projeto inicial foi feito para se ter idéia dos pontos que deveriam ter sido criados e alterados. Abaixo está o projeto inicial, o qual na verdade passou por algumas adaptações até chegar no resultado final.

Projeto inicial de reforma elétrica

No projeto inicial estava prevista a instalação de ventiladores de teto no quarto do casal e na sala, no entanto, por se tratar de gesso no teto, e considerando assim o rebaixo de pelo menos 15cm deste mesmo, foi abortada a idéia de se instalar os ventiladores.

Outra coisa que foi modificada no projeto inicial foi a opção de pontos de iluminação. Ao invés de se utilizar um lustre ou ponto central, foi privilegiado o uso de apenas spots no teto, com o aumento dos controles nas paredes de forma que se pudesse criar diversos ambientes de iluminação.

Em posts seguintes será apresentado o projeto do gesso e sanca, onde será possível verificar os pontos que foram criados realmente.

De maneira resumida, a etapa da reforma elétrica queria, com todas estas modificações elétricas, o seguinte:

1. Criar ponto de TV no quarto do casal, com antena e preparação de som integrada com a sala na parede oposta da cama, inclusive com instalação de caixas de som do tipo “arandela” no teto, na região da cabeceira da cama.
2. Criar pontos paralelos na cabeceira da cama, de modo que se pudesse acender e pagar luzes sem ter que levantar.
3. Instalação de pendentes dimerizáveis na cabeceira da cama controlados pelos paralelos que foram instalados, de modo a criar iluminação individualizada.
4. Instalação de 3 pontos de iluminação do tipo mini-dicróica com controle independente direcionado para o guarda-roupas.
5. Distribuição da iluminação principal com o uso de 4 pontos de luz, sem ponto de iluminação em cima da cama mas apenas na região de corredores.
6. Criação de ponto de iluminação no hall dos quartos.
7. Instalação de ponto de TV, telefone, e home-theater integrado com o quarto na sala maior, que será a de TV.
8. Instalação de 2 caixas de som do tipo arandela, embutidas no teto em cima da região do sofá.
9. Criação de 3 pontos de iluminação para a sala de TV, sendo um ponto em cima do local da TV, 1 ponto dimerizável em cima do local do sofá, e 1 ponto central.
10. Criação de 2 pontos de iluminação para a sala de jantar, que agora fica próximo à sacada, sendo 1 ponto distribuido nas laterais utilizando-se de spots direcionáveis, e 1 ponto dimerizável na região central da sala (posicionado em cima da mesa de jantar).
11. Divisão do ponto de iluminação do corredor de entrada em 3 spots, com criação de ponto paralelo na sala de TV.
12. Instalação de caixa 4×4 para controle independente para a sala de jantar, controlando os 2 pontosd a sala mais a iluminação da sacada.
13. Instalação de caixa 4×4 para controle paralelo da iluminação central da sala de TV e para controle dos outros 2 pontos de iluminação (spots) desta sala.
14. Correção de problema de iluminação no banheiro de empregada, que antes a luz era ligada em conjunto com a luz da área de serviço. Hoje o interruptor do banheiro controla a luz deste banheiro de maneira independente.
15. Instalação de ponto de 220v para aquecedor elétrico na pia do banheiro social.

Para a realização desta etapa foram contradadas a mão de obra de pedreiro e eletricista.

O eletricista foi consultado para dizer o melhor caminho para os conduites serem instalados e para quantificar o material a ser comprado. Assim, com o projeto em mãos, a parede foi riscada para demarcação das novas caixas, pontos e passagem dos conduites.

O material foi comprado e o pedreiro pôde iniciar sua atividade.

Foram realizados diversos rasgos na parede, nos locais onde seriam instalados os pontos, e os conduites foram direcionados para o teto. No teto não foi feito nenhum rasgo, até porque isso não é indicado por se tratar de laje. E como o teto seria depois recoberto com o rebaixo do gesso, então os conduites ficaram expostos e presos por abraçadeiras.

O pedreiro instalou as caixas 4×2, 4×4, conduites e abraçadeiras. Depois chumbou os rasgos e deu acabamento com massa corrida. Veja nas fotos abaixo como ficou a instalação.

Fotos 1 e 2:  Pontos centrais na sala de TV e jantar.

Fotos 3 e 4: Caixas adicionais nas duas salas, com destaque para a iluminação criada no hall dos quartos.

Foto 5: Ponto novo para TV e home-theater centralizado, e centro da sala de TV.

 
 

Fotos 6, 7, 8 e 9: Instalações novas no quarto, com destaque para os parelelos na cabeceira da cama, e da preparação para a TV.

Por último, o eletricista compareceu até a obra para fazer a passagem dos fios e cabos para eletricidade, telefone, antena, audio e video.

Os cabos de som foram passados em conduites distintos daqueles que foram passados os fios para eletricidade. Isso é feito para que não haja interferência e assim não se corre o risco de perda de qualidade. O mesmo foi feito pelos cabos de antena e telefone, que também foram passados por conduítes em separado.

Abaixo são apresentadas algumas fotos da etapa 3 concluida:

Etapa 3: realizada entre a segunda metade de fevereiro e o dia 10 de março de 2008.
Gastos: R$ 2000 aproximadamente, entre material e mão de obra especializada.





RAPÊ – Etapa 2 – Banheiro social acabado

4 04 2008

A etapa que chamei de número 2 compreende a finalização do banheiro, ou seja, a troca de vários itens de acabamento após ter realizado a troca do piso.

Esta etapa foi um pouco demorada porque, por ter sido final de ano, a mão de obra estava um pouco escassa, com muitos pedidos na fila para os fornecedores darem conta, o que representaram prazos de entrega longos, entre outras variáveis mais “particulares” eu diria.

O que foi feito?

Troca do Box: foi colocado um box em cima do baguete de mármore, da marca Blindex, modelo Classic, por R$ 430. (Vidraçaria Maxitemper – Fone: 11-2951-9912)

Lavatório: a pia de louça foi trocada por uma cuba Deca, embutida por baixo da pedra de mármore travertino, por R$ 440. O frontão colocado é de 11cm, que deu melhor acabamento e maior robustez. Veja abaixo o projeto que foi feito para a pia:

Projeto da pia.

Gabinete: o projeto do gabinete foi feito por mim, e executado pela Marcenaria do Gil (Fone: 11-8109-8717). O desafio era cobrir a cuba sem perder espaço. Pra isso foi projetado um tipo de caixa, parecendo uma “ferradura”, que abraçou a cuba. Automaticamente, ganhou-se 2 nichos. Possui duas portas e três gavetas, sendo uma delas um gavetão. Custo do gabinete R$ 500.

Metais: todos os metais foram trocados. No lavatório, registro geral, e chuveiro, foi colocado misturadores Deca modelo Targa, e todos os outros metais seguiram o mesmo modelo. Inclusive os metais do tipo suportes, porém da marca Esteves. Uma dica: fiquem espertos na hora de trocar as torneiras, pois cada registro possui uma rosca diferente que na hora de encaixar o acabamento, pode não casar. Neste caso ou você deve trocar o miolo do registro, ou então comprar um produto que se chama “salva registro”, que é muito util! Gasto total de R$ 460,00.

Iluminação: o pedreiro subiu um pouco a caixa 4×2 que antes estava a um pouco mais de 1,60m do chão para cerca de 2,20m. Assim foi colocada uma arandela com lâmpada econômica. Um plafon seguindo o mesmo modelo foi colocado no teto. Foi colocado um espelho no lugar do “armário com espelhinho” que antes havia ali. O gasto com esta parte foi de cerca de R$ 200.

Total gasto nesta etapa: somados os valores acima, acrescidos de outras mãos de obra ou outros materiais que foram necessários comprar durante a etapa, totalizou-se cerca de R$ 2.400.
Prazo previsto: o prazo é variado, pois foram varios serviços por vários fornecedores. Esta etapa terminou na metade de fevereiro/2008.

GALERIA DE FOTOS

Banheiro pronto

Banheiro pronto

Banheiro pronto

Resumo da ópera: o legal desta etapa foi o projeto do gabinete, que modéstia a parte, ficou muito show! O pedreiro Roberto também foi muito caprichoso, ao elevar a caixa para a arandela, e também ao retirar o esgoto da pia do chão e colocá-lo na parede. O chão ficou livre. Foi uma etapa onde se gastou muito dinheiro, afinal de contas, é sabido que acabamento não custa barato. Deu muito trabalho a troca dos registros, mas no final deu tudo certo.

Para os projetos que vocês vêem aqui no blogue, eu continuo utilizando o Visio. Eu fiz o projeto do gabinete também no Visio, porém não encontrei o projeto mais recente para poder disponibiliza-lo aqui.

Quem tiver dúvidas sobre alguma atividade desta etapa, pode perguntar! A idéia é que caso queiram indicação das pessoas que trabalharam na obra, materiais utilizados, desafios encontrados, entre outras questões, possam ser respondidas.





RAPÊ – Etapa 1 – Primeiro quebra-quebra

4 04 2008

Finalmente consegui disponibilizar algumas fotos da primeira etapa da reforma, que foi a troca dos pisos da cozinha (mais área de serviço e banheiro de empregada) e do banheiro social.

A etapa resume-se em realizar a medição da área, escolha do piso, compra dos materiais, e contratação da mão de obra.

No caso, optamos por comprar pisos de cerâmica da marca Incepa, tamanho 30×30. Foram 2 modelos distintos, um para a cozinha (15 m2) e outro para o banheiro (4 m2). Para as soleiras, a pedra escolhida foi o mármore travertino.

Duração da etapa: 5 dias.
Período de realização: primeira quinzena de novembro/2007
Resumo da atividade: Troca de pisos e assentamento de soleiras nas regiões da cozinha, área de serviço, e banheiro social.
Gasto realizado: R$ 1500 sendo R$ 800 de material + R$ 700 de mão de obra.

GALERIA DE FOTOS – Banheiro Social

Banheiro Antes - Detalhe para o piso

Foto 1: Banheiro antes, com o piso antigo (retangular com ranhuras, idêntico ao piso do hall de entrada do apartamento)

Banheiro Durante - Detalhe conduite

Foto 2: Detalhe para o conduite que foi passado por debaixo do piso. Este conduíte será responsável por levar força 220V para um aquecedor elétrico de água do tipo Cardal (que ainda será adquirido) para o misturador da pia.

Banheiro Durante - Detalhe para o esgoto

Foto 3: Detalhe para o cano de esgoto da pia, que por minha inexperiência e pela falta de observação do pedreiro, ficou no chão. Ou seja, na hora de colocar o gabinete, ficaria um cano debaixo dele ligado ao chão. Correção: chamei o pedreiro Roberto, que foi lá em casa e levou o cano do esgoto do chão para a parede, rasgando a parede pelo quarto para evitar quebras no azulejo. Problema resolvido. Também, notem a caixa 4×4″ que terá alimentação para o aquecedor, feita com maquita na parede.

Banheiro Depois - piso pronto e rejuntado

Foto 4: Detalhe do piso pronto e rejuntado. Notem que foi colocado um “baguete” de mármore para assentar o box em cima, dando assim melhor acabamento e vedação.

GALERIA DE FOTOS – Cozinha e área de serviço

Cozinha Antes Área de serviço antes

Foto 1 e 2: Detalhe para o piso da cozinha e área de serviço, escuro e antiquado.

Cozinha durante

Foto 3: Piso assentado, sem rejunte e sem soleira ainda.

Cozinha depois Área de serviço depois

Foto 4 e 5: Piso e soleiras colocadas na cozinha e na área de serviço. Detalhe: o parapeito do vitrô da área de serviço também foi trocado, do piso escuro que antes havia para o modelo novo.

GALERIA DE FOTOS – Outras

Sem pedra do tanque
Com pedra do tanque

Foto 1 e 2: Foi colocada uma pedra no tanque para tampar o vão entre o tanque e a parede, por 2 motivos: evitar escorrer água e acúmulo de sujeira, e também por ser muito útil na hora de precisar apoiar alguma coisa. Custo: R$ 50 pedra + mão de obra.

Soleira entrada

Foto 3: Foto da soleira da entrada do apartamento. Notem que o piso do hall dos elevadores é o mesmo piso que havia no banheiro social (?).

Resumo da ópera: Reformar morando é complicado! Eu já comecei a perceber que não seria fácil fazer isso logo no início. Para ser mais claro, basta ver as fotos abaixo com todas as coisas espalhadas pela sala e pela casa. Por isso uma ótima dica é: se vai começar a reformar seu apartamento inteiro, começe pela cozinha e banheiro, deixe-os prontos e utilizáveis, porque o resto da casa depois servirá de depósito das suas coisas durante as etapas. Assim, estes 2 locais (cozinha e banheiro) podem estar sempre limpos, estando assim prontos para uso.

Bagunça 2
Bagunça 1




O primeiro 3D a gente nunca esquece

3 04 2008

Quem disse que eu nunca faria um 3D na minha vida, mesmo que simples e seguindo um fácil e prático tutorial, hein?

Projeto 3D

O programinha que utilizei foi o Sketchup, que já mencionei aqui no Arquitentando.

http://sketchup.google.com





RAPÊ – Quer começar, então começe com a planta!

28 03 2008

A primeira coisa que eu fiz antes de começar a reforma, foi medir todo o apartamento e montar uma planta baixa do imóvel.

Claro que o ideal é que você faça a planta no computador, assim, você poderá incrementá-la aos poucos, em cada etapa da sua reforma. Além de tê-la sempre à mão e poder tirar várias cópias, é muito usual hoje em dia enviá-la por email para várias empresas e profissionais na hora de solicitar orçamentos e cotações.

Mas se por um acaso você não souber como fazer sua planta no computador, eu vou deixar aqui abaixo algumas URLs que poderão te ajudar mostrando um pouco o caminho. Mas lembre-se, o segredo está no Google… use-o e descobrirá!

Busca no Google
Perguntas e respostas do Yahoo
Manual Autocad 2004 2D
Planta baixa online

O programa mais indicado hoje em dia é o Autocad 2D, mas eu mesmo não o utilizo porque não o conheço muito bem. Então eu venho utilizando um software que não é o mais indicado para fazer isso, mas que para a minha necessidade tem me atendido muito bem, que é o MS-Office Visio 2003.

O Visio possui estensils, ou seja, categorias com modelos de formas variadas com funções específicas, e dentre eles, um especialmente voltado para criação de ambientes e decoração com paredes, cantos, portas e janelas, linhas de medição, automação, elétrica e hidráulica, mobiliário, entre outros: Planta de Construção.

Mas antes de sentar na frente do Visio, o primeiro passo (não tem jeito), é pegar um papel e uma caneta, uma trena, e sair medindo todo o apartamento e anotando as medidas para passar pro computador mais tarde. Faça um esboço do seu ambiente, à mão, e vá anotando todas as medidas.

Na hora de medir e passar pro computador, talvez a primeira “coisa estranha” que você notará será algo do tipo: a parede da sala mede 2 metros, e na hora de medir o outro lado, pela cozinha, deu 1,85 metros. Isso porque você tem a espessura da parede, um corredor, ou alguma diferença que claro, foi tirada nos tijolos! 😉

Mas não se preocupe com isso. A idéia é pegar a medida exata de cada lado da parede e jogá-las no Visio. Assim, na hora de colocar as paredes nos locais corretos, elas terminarão por representar (mesmo que de maneira aproximada) suas reais espessuras e medidas corretas.

Veja abaixo a entrada do Visio, quado ele pede para que você escolha qual o tipo de estensil você deseja utilizar:

 Tela inicial do Visio

Selecionando a categoria Planta de Construção você deverá selecionar o modelo ao qual pretende utilizar. No caso, pode escolher o modelo Planta Baixa. Uma dica importante é que você não precisa se apegar ao modelo, pois no andar do projeto, você pode abrir outros modelos e misturá-los ao seu projeto.

Um recurso legal e que deve ser observado antes de começar a montagem do projeto no Visio é com relação à escala do seu desenho. Você poderá configurar a escala do projeto acessando o menu Arquivo e selecionando a opção Configurar Página.

 Modelo e escala

Para utilizar as formas que são apresentadas dentro do modelo, disponíveis no lado esquero, basta selecionar a que deseja e arrastar para a parte da direita, onde está a sua folha.

Dica: use e abuse do zoom para poder trabalhar com um nível de detalhamento maior na hora de redimensionar suas formas.

Tenha paciência, pois o processo é demorado mesmo. Você terá que desenhar parede por parede, para assim os ambientes irem tomando forma. Depois você deverá selecionar o modelo Dimensionamento – Engenharia para inserir as medidas.

Dica: as medidas são preenchidas automaticamente quando você utiliza uma forma de medida unindo os 2 pontos que se deseja medir. Se por acaso a medida final não for do tamanho que você havia medido na prática, a melhor coisa é ir redimensionando as paredes e as formas de modo que a media automaticamente fique do tamanho desejado. Mas se mesmo assim isso não for possível, você poderá no final editar o valor que é atribuido clicando duas vezes em cima da medida.

No final, o resultado é bem legal. Veja abaixo como ficou a planta do meu apartamento feita no Visio.

 Planta do apê

Espero que tenha gostado do resultado final. Não fica com uma aparência tão profissional quanto uma planta feita no Autocad 2D, mas possui informações suficientes para realizar qualquer tipo de orçamento para mão-de-obra.

E se você ainda ficou com alguma dúvida a respeito, tanto sobre o Visio, ou sobre como eu cheguei nestes resultados, não deixe de comentar este post que eu responderei com enorme prazer.

Quaizasnovas? Agora eu já sei como fazer plantas baixas no Visio! E na sequência irei postar mais sobre a RAPÊ, aguarde!





RAPÊ – Reforma do Apê – Prefácio

27 03 2008

Um dos principais motores que me motivou a criar este blog é a reforma a qual estou fazendo no apartamento onde moro, na região do Tucuruvi, em São Paulo.

Como todo bom entusiasta, arregacei as mangas e me pus a conhecer todo o processo de uma reforma, desde as idéias e planejamento das etapas, até os projetos de cada uma delas, identificação e compra dos materiais e dos profissionais, e sua execução.

Neste sentido, como é algo DIY que estou tocando, vou compartilhar com vocês todas as experiências que tenho vivido, e aprendido.

E para que tenham idéia dos itens que eu estarei tratando quando o assunto for a RAPÊ, segue mais abaixo, neste post inaugural, um resumo das etapas da minha reforma, na sequência com que está sendo realizada, na ordem a qual será relatada, e qual a etapa atual.

Antes vou descrever um pouco o cenário da RAPÊ: um apartamento de 2 dormitórios de 68 metros quadrados, com corredor de entrada, sala para 2 ambientes, sacada, 2 quartos, 1 banheiro social, cozinha, área de serviço, e 1 banheiro de empregada. Estou morando no apartamento, adquirido em junho de 2004, e a reforma começou no final de 2007 com a troca dos pisos da cozinha (e área de serviço + banheiro de empregada) e do banheiro social.

Falando especificamente das etapas a serem realizadas, assim segue na ordem cronológica que foi planejada:

1. Troca dos pisos da cozinha/área de serviço/banheiro social com colocação de soleiras.
2. Acabamento do banheiro social (metais, gabinete, box, iluminação, pedras, etc).
3. Reforma elétrica, projeto de iluminação, e preparação para home-theater integrado para a área social (salas e halls) e quarto do casal.
4. Colocação de gesso e sanca na área social e quarto do casal.
5. Assentamento de piso frio (porcelanato) e soleiras na área social.
6. Tratamento em portas, bantentes e guarnições, para pintura em branco, com troca de fechaduras e metais.
7. Colocação de rodapés de 15cm em MDF (para pintura de branco) na área social.
8. Pintura de teto, paredes, portas e rodapés.
9. Colocação de piso de madeira nos 2 dormitórios.
10. Móveis planejados na casa (à planejar).

A RAPÊ hoje está na etapa número 5, ou seja, neste exato momento existe na minha casa um pedreiro assentando o piso da sala, o qual deve terminar hoje. Ah! O assentamento do piso da etapa 5 começou ontem!

Como vale levantar todo o retrospecto da obra, pelo aprendizado e experiência adquirida, aos poucos estarei apresentando fotos das etapas, com comentários pertinentes quanto à forma com que ela foi tocada, planejada, pensada, os dilemas, as dúvidas, as opiniões dos especialistas consultados, minhas expectativas e o atingimento das metas, e por aí vai.

Espero que curtam, que gostem, e tenham paciência porque tem muita coisa pra passar… e quem estiver pensando em entrar numa reforma, mesmo que morando no local, saibam que com um pingo de organização, criatividade e boa vontade, tudo pode sair do jeito que vocês imaginam!

Quaizasnovas de hoje é que ao chegar em casa de noite, terei piso novo na casa !! Lindão e prontinho !! Yupi !! 😉